terça-feira, 17 de março de 2015

Atenção estudantes e profissionais de Serviço Social!


 1º Simpósio Brasileiro de Assistência Social






Evento que reunirá grandes nomes da Política Nacional de Assistência Social, como Valdiosmar Vieira Santos, Rosária Rabelo, Márcia Lopes, Dirce Koga, dentre outros.
Programação:
20/05 - a partir das 13 horas Credenciamento;
20/05 - 19 horas - Mesa de Abertura:
As Novas Tendências da Assistência Social e os Desafios dos Gestores Municipais.
Palestrantes: Valdiosmar Vieira Santos (Ex-Presidente do CONGEMAS) e Márcia Lopes (Ex-Ministra do MDS);
20/05 - 21 horas - Coquetel de Abertura do Simpósio
21/05 - 8:30 - Mesa Sobre Financiamento:
O Modelo de financiamento da Assistência Social e a Forma de Operacionaliza-lá.
Palestrantes: Nomes a confirmar;
10:30 - Intervalo para Coffee Break
11 horas - Continuação da Mesa Sobre Financiamento com as Intervenções dos participantes;
12 horas - Pausa para o Almoço;
14 horas - Mesa Sobre Vigilância Socioassistencial
Mecanismos de Vigilância Socioassistencial e sua Efetiva Aplicação.
Palestrantes: Rosária Rabelo (Ex-Secretária de Assistência Social de Aracaju-SE) e Dirce Koga (Phd em Serviço Social);
15 horas - Intervalo para Coffee Break
15:30 - Continuação da Mesa Sobre Vigilância Socioassistencial com as Intervenções dos participantes;
17 horas - Encerramento do 2º dia;
22/05 - 8:30 - Apresentações de Boas Práticas por Municípios
10:30 - Intervalo para Coffee Break
11 horas - Continuação das Apresentações de Boas Práticas por Municípios;
12 horas - Encerramento do Simpósio Brasileiro de Assistência Social
Inscrição
Estudante: R$ 150,00
Profissionais/ Professores: R$ 250,00 até 13 de fevereiro;
R$ 300,00 até 31 de Março;
R$ 350,00 até 08 de Maio;
Organização: CRF Consultoria

VII JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS




Local: Cidade Universitária da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Avenida dos Portugueses, 1966. São Luís, Maranhão, Brasil.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Descanse em paz Suassuna!!!





Ariano Suassuna, paraibano, defensor da cultura nordestina!! Obrigada pelo seu talento, pela sua obra e sua dignidade! Que Deus ilumine seu caminho!! Nosso eterno Suassuna!!






















domingo, 27 de outubro de 2013

Olá, bom dia!

Hoje é dia de estudar sobre a Assessoria e Consultoria em Serviço Social. Tema bastante interessante que visa produzir conhecimento e criar estratégias de atuação do Assistente Social  no campo da Assessoria e consultoria em meio ao setor público e privado.

O livro Assessoria, Consultoria & Serviço Social  irá dá uma "mãozinha" na pesquisa.









Assessoria, Consultoria & Serviço Social de Maria Inês Souza Bravo e Maurilio Castro de Matos.





Bons estudos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Apenas Reflita!





 O MST E A REFORMA AGRÁRIA

No final das décadas de 1960 e 1970, foi retomada a luta pelos direitos da terra, chegando à efetiva emergência o âmbito da questão agrária. Em meio ao processo de desenvolvimento da agricultura brasileira, uma parcela da população em precárias condições no campo enfrentava a expropriação e a proletarização. Não eram boas as condições de vida do trabalhador urbano, mesmo assim, o fluxo migratório para a cidade era intenso, mais indicava que uma parcela da população rural ainda, obrigava-se a permanecer no campo. Os trabalhadores rurais resistiram em meio à miséria e preferiram retomar a luta pela terra.
Ainda que a vida no campo fosse um problema, sugiram condições políticas e ideológicas para mobilização da classe. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) surge no início do governo de Sarney, em de 1985, com um debate extremamente modificador para o modo de produção, modificando totalmente a estrutura da terra.
O MST destaca-se como grande movimento da América latina que desencadeou novas formas de luta pelos direitos sociais na década de 1980, entretanto, nos anos 90 ganhou força e, sobretudo adotou um caráter nacional com raízes políticas neoliberais de maior ação de luta pela terra e pela reforma agrária.
Em um período anterior a ditadura militar, a proposta lançada pelo governo, de reforma agrária, desenvolvia o livre capitalismo na agropecuária e a concentração de fundiárias por parte de grandes conglomerados empresariais. Historicamente, a questão agrária no Brasil pode ser definida como um processo com características política, econômica e social. 
 
Segundo Prado Junior:

Os grandes proprietários e fazendeiros são antes de tudo homens de negócio para quem a utilização de terra constitui um negócio como outro qualquer (...). Já para os trabalhadores rurais, para a massa camponesa de proprietários ou não, a terra e as atividades que nela se exercem constituem a única fonte de subsistência para eles acessível (PRADO JÚNIOR, 2000, p.22).

A distribuição do espaço rural é descentralizada, onde os fazendeiros donos de grandes propriedades ocupam as terras mais favoráveis e a maior parcela de trabalhadores rurais não conseguem ter acesso.Lembramos ainda, que não só no meio rural, mais em toda esfera capitalista, o trabalho passa a ser tratado como mercadoria, onde o trabalhador, para sua sobrevivência, apenas vende a força à minoria já privilegiada, acontecendo um processo de exclusão da maioria.
Na opinião de Marx:

“A mercadoria é misteriosa simplesmente por encobrir as características sociais do próprio trabalho dos homens, apresentando - as como características materiais e propriedades inerentes aos produtos do trabalho” (MARX, 2002, p. 94).

Portanto, o trabalhador sem-terra, conduzido pelas contradições do sistema capitalista, desde muito tempo, é explorado e subordinado ao trabalho pesado, com sua força tratada como mercadoria de troca, igual a um produto com baixo preço. Segundo Marx “A riqueza das sociedades onde rege a produção capitalista configura-se em imensa acumulação de mercadorias, e a mercadoria, isoladamente considerada, é a forma elementar dessa riqueza”. (MARX, 2001, p. 57).
A concentração de terras em mãos de poucos proprietários é um fato denominador das lutas, as quais são necessárias para a ampliação da democracia no país. A trajetória do MST tem sua importância no processo histórico destacando-se na ordem política vigente e com características da democracia liberal para direitos sociais constituídos ou a se constituírem no cenário brasileiro.
Em outras palavras, (Carter, 2000), descreve que “o ativismo público do MST envolve uma forma organizada, politizada, visível, autônoma, periódica e não violenta de conflito social.” Configura-se então, uma forma de organização, onde os interesses estão em torno da reforma agrária,da desapropriação de grandes áreas latifundiárias em posse das multinacionais e de todos aqueles que estiverem improdutivos, reivindicam também a transformações nos direitos dos trabalhadores rurais.
As ações do MST constituem-se em novas formas de organização e identidade das lutas, onde podemos observar que “passaram a ser discutidos os direitos dos trabalhadores no meio rural, configurando-se um complexo campo de disputas onde estava em jogo a constituição de novas configurações sociais e identidades políticas, e a própria definição do que era trabalhador rural,” destaca (Medeiros,2010).

 


REFERÊNCIAS 


Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil/Miguel Carter (org.); [tradução de Cristina Yamagami]. – São Paulo: Editora UNESP, 2010. 

MARX, K. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1974 (Coleção Os pensadores).

____.O capital–crítica da economia política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,2002.

MEDEIROS, L. S. História dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro: FASE, 1989.

MEDEIROS, L. Servolo de. Reforma Agrária: concepções, controvérsias e questões. Disponível em: http://www. Daterra.org.com.br.Acesso em 12 de janeiro de 2002.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA. MST: Lutas e conquistas. – 2ª edição. – São Paulo: MST, 2010.

MEDEIROS, Leonilde Sérvolo. Movimentos Sociais no campo, lutas por direitos e reforma agrária na segunda metade do século XX. In:CARTER, Miguel (org.). Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil. Tradução de Cristina Yamagami. São Paulo: Editora UNESP, 2010. 

PRADO JÚNIOR, Caio. A questão agrária no Brasil. São Paulo: Brasiliense,
2000.